Seminário em Defesa da Vida no Semiárido e Ato Público é realizado em Paulistana – PI

Aconteceu nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2015, no IFPI – Instituto Federal do Piauí (Unidade de Paulistana), o Seminário em Defesa da Vida no Semiárido.

Participaram do evento, a Comissão Pastoral da Terra – PI, Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato, Diocese de Picos, Rede um Grito Pela Vida, Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, Coletivo Antônia Flor, Pastorais Sociais de Picos, CRB – Núcleo de Picos, Comunidade de Abelha Branca – Paulistana, Área de Baixio dos Belos – Curral Novo do Piauí e Comunidade Serra dos Pereiros – Caldeirão Grande do Piauí.

No Seminário, aconteceram vários debates sobre os impactos dos grandes projetos econômicos da região: Ferrovia Transnordestina, Energia Eólica e Mineração. No último dia, houve um ato público pelas ruas da cidade de Paulistana, para socialização dos debates ocorridos.

Durante o evento, o coordenador da Cáritas diocesana de São Raimundo Nonato, Hidelbrando Pires, o bispo de Picos, Dom Plínio José Luz da Silva e o advogado popular do Coletivo Antônia Flor, Ciro do Nascimento Monteiro, participaram do jornal da Rádio Cultura FM, com informações sobre o seminário.

Em entrevista, Hidelbrando Pires afirmou: “A Rede Cáritas tem um grande compromisso com esse debate, porque a mesma se propõe a dialogar com o povo sobre um modelo sustentável de desenvolver localmente de maneira solidaria. Durante esses dias, debatemos problemas cruciais como: o projeto da Trasnordestina, as pesquisas de Mineração no sudeste do estado, a construção das Barragens no Rio Parnaíba e a instalação de Usinas Eólicas no estado, que estão chegando de maneira impositiva, não existindo dialogo com os coletivos que representam a população. Não há de nossa parte a intransigência de dizer que não é necessário planejar o desenvolvimento, mas a palavra é: planejar o desenvolvimento escutando as comunidades, escutado o povo”.

Em sua participação, Dom Plínio disse: “Nós temos acompanhado mais de perto o projeto da Mineração, mas a Ferrovia que foi a primeira implantada continua sendo uma preocupação para o povo, porque na medida em que ela vai avançando vai gerando sofrimento na vida das pessoas, sobretudo porque é uma obra que entra com todos os direitos, tirando das pessoas o contentamento e a tranquilidade, inclusive, deixando as marcas através das não indenizações, ou indenizações irrisórias e o sofrimento de ver suas terras invadidas. Nesses dias, colocamos em pautas esses assuntos e, através dos trabalhos em grupo e das socializações, percebeu-se que são vários projetos juntos que formam uma situação difícil da gente acompanhar tudo, não temos a verdade absoluta de tudo e o povo fica em busca de resposta aos seus questionamentos. A gente vem aqui como um sinal vivo de solidariedade, colocando toda a nossa boa vontade. A nossa missão é estar presente, não podemos fazer muita coisa, porque a situação que se impõem diante de nós, é grandiosa, mas a nossa presença tem sido eficaz e, alguma palavra que a gente diz, baseada na experiência, reforça no povo a união e a perseverança, mesmo diante do sofrimento”.

O advogado popular, Ciro Nascimento, ressaltou: “No acompanhamento às famílias, percebe-se o total desrespeito aos territórios dessas comunidades. O que a gente ver também é um processo de desinformação por parte das empresas mineradoras com relação às informações equivocadas repassadas às pessoas. Mediante esta situação, orientamos as famílias que evitem assinatura de documentos, bem como a participação em fóruns que não seja convocado por um oficial de justiça”.

Ao termino do Seminário, como encaminhamento foi acordado que as entidades participantes do Seminário juntamente com as demais entidades que irão participar do Grito do Semiárido no dia 21 de setembro, em São Raimundo Nonato e da Romaria da Terra nos dias 17 e 18 de outubro, em Oeiras, organize uma sistematização das preocupações e proposições apresentadas para um diálogo com o governador do estado que está sendo agendado pela CNBB Regional Nordeste IV, para o mês de novembro, com a expectativa de que todas essas preocupações não sejam apenas ouvidas pelo governador, mas que junto com essas organizações, o governador der novos encaminhamentos a essas preocupações.

Veja aqui todas as fotos.

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