Papa Francisco no Angelus de 9 de setembro: fugir do egoísmo e do fechamento do coração

Jesus se fez homem para que o homem, “tendo se tornado pelo pecado surdo e mudo, possa ouvir a voz de Deus, a voz do amor que fala a seu coração, e assim aprenda a falar, por sua vez, a linguagem do amor, traduzindo-o em gestos de generosidade e de doação de si”, disse Francisco na oração mariana.

“Abrir-nos às necessidades dos nossos irmãos sofredores e necessitados de ajuda, rejeitando o egoísmo e o fechamento do coração.” Foi a exortação do Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus ao meio-dia deste XXIII Domingo do Tempo Comum, rezado com fiéis e peregrinos na Praça São Pedro.

Não ficar surdo e mudo diante da dor dos irmãos

Atendo-se à liturgia deste domingo, Francisco ressaltou que o Evangelho do dia nos traz o episódio da cura milagrosa de um surdo-mudo, feita por Jesus.

Fazer o bem às pessoas sem tocar a trombeta

“Levaram-lhe um surdo-mudo, pedindo que lhe impusesse a mão. Ele, ao invés, realizou vários gestos: em primeiro lugar levou-o para fora da multidão. Nesta ocasião, como em outras, Jesus sempre age com discrição. Não quer impressionar o povo, Ele não está à procura de popularidade ou do sucesso, mas deseja somente fazer o bem às pessoas. Com essa atitude, Ele nos ensina que o bem deve ser feito sem clamores, sem ostentação, sem tocar a trombeta. Deve ser feito em silêncio”, observou.

Descrevendo o episódio narrado pelo evangelista São Marcos, Francisco ressaltou que “estando afastado da multidão, Jesus colocou os dedos nas orelhas do surdo-mudo e com a saliva lhe tocou a língua. Este gesto remete à Encarnação”, acrescentou o Santo Padre.

Jesus compreende a condição penosa de outro homem

O Filho de Deus, continuou o Papa, “é um homem inserido na realidade humana: se fez homem, portanto, pode compreender a condição penosa de outro homem e intervém com um gesto no qual é envolvida toda sua humanidade”.

“Ao mesmo tempo, Jesus quer levar a entender que o milagre se dá devido a sua união com o Pai: por isso, levantou os olhos para o céu. Depois gemeu e pronunciou a palavra resolutiva ‘Effatha’, que significa ‘Abri-te’. E imediatamente o homem ficou curado: abriram-se-lhe os ouvidos e a língua se lhe desprendeu. A cura foi para ele uma ‘abertura’ aos outros e ao mundo”.

Cura da doença e do sofrimento físico e cura do medo

Esta narração do Evangelho ressalta a exigência de uma dúplice cura, continuou o Pontífice. “Em primeiro lugar, a cura da doença e do sofrimento físico, para restituir a saúde do corpo; embora esta finalidade não seja completamente alcançável no horizonte terreno, apesar dos muitos esforços da ciência e da medicina”, sublinhou.

Mas há uma segunda cura, talvez mais difícil, frisou o Papa, é a cura do medo, ou seja, do nosso medo. A cura do medo que nos leva a marginalizar o doente, a marginalizar o sofredor, o portador de deficiência.

“E existem muitos modos de marginalizar, mesmo com uma pseudo piedade ou com a remoção do problema; se permanece surdos e mudos diante das dores das pessoas marcadas por doenças, angústias e dificuldades. Muitas vezes o doente e o sofredor se tornam um problema, enquanto deveriam ser ocasião para manifestar a solicitude e a solidariedade de uma sociedade para com os mais frágeis.”

Abrir-nos às necessidades dos irmãos sofredores

O Pontífice acrescentou que Jesus revelou-nos o segredo de um milagre que podemos repetir também nós, “tornando-nos protagonistas do ‘Effatha’, daquela palavra ‘Abre-te’ com a qual Ele restituiu a palavra e a audição ao surdo-mudo”.

“Trata-se de abrir-nos às necessidades dos nossos irmãos sofredores e necessitados de ajuda, rejeitando o egoísmo e o fechamento do coração. Foi propriamente o coração, ou seja, o núcleo profundo da pessoa, que Jesus veio ‘abrir’, libertar, para tornar-nos capazes de viver plenamente a relação com Deus e com os outros.”

Jesus se fez homem para que o homem, “tendo se tornado pelo pecado surdo e mudo, possa ouvir a voz de Deus, a voz do amor que fala a seu coração, e assim aprenda a falar, por sua vez, a linguagem do amor, traduzindo-o em gestos de generosidade e de doação de si”.

Natividade de Maria e Beatificação de Alfonsa Maria Eppinger

Na saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes, o Santo Padre lembrou que no sábado foi celebrado, no Pontifício Santuário da Santa Casa de Loreto – região italiana das Marcas – a Festa da Natividade de Nossa Senhora, e foi feita a proposta de espiritualidade para as famílias: a Casa de Maria Casa de toda família. “Confiamos à Virgem Santa as iniciativas do Santuário e aqueles, que de vários modos, participarão delas”, disse o Papa.

Francisco lembrou também a Beatificação, este domingo, em Estrasburgo, na França, da fundadora das Irmãs do Santíssimo Salvador, Alfonsa Maria Eppinger. “Demos graças a Deus por esta mulher corajosa e sábia que, sofrendo, calando-se e rezando, testemunhou o amor de Deus sobretudo aos doentes no corpo e no espírito”, exortou.

(Texto e foto: Vatican News/ Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano)

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